Lembro-me com nostalgia o tempo em que o garrafeiro passa pela rua em que eu morava gritando: "GARRAFEIIIIIROOO”, pegava todas as carrafas que encontrava e as vendiam ou trocava por doces como: suspiro, maria-mole, bananada, meusinho entre outros. O pior disso tudo era as chineladas que eu tomava de minha mãe, pois quase sempre eram as carrafas de serveja que ela gostava de tomar nos finais de semana.
Lembro-me também que que adorava fazer um suco, onde constava na embalagem: 1 litro de refresco! Eu fazia todo o pacote em apenas um copo de alumínio com muito açúcar e colocava no congelador antes de ir à escola e ficava durante toda a aula pensando no saboroso picolé que deixara no congelador. Claro com uma outra preocupacão de um de meus "queridos" irmãos não se anteciparem em pegar o saboroso picolé à Evado.
Nossa! Hoje eu estou muito nostálgico com saudade do meus tempos de infância, velhos tempos, que não voltam mais. O que me resta é compartilhar com meus leitores um pouco de minhas lembranças como essas que estão acima. Ainda bem que do jeito que aparecem na mente essas lembranças vão embora. Eu acho que isso tem a ver com a idade, pois com o passar dos anos vamos ficando com saudade dos momentos marcantes de nossas vidas. Concordam comigo, galera.
Infelizmente a criatividade de nosso povo é só para fazer chacotas de nossas mazelas. Recebi por e-mail a imagem acima. Em um primeiro momento achei engraçado, mas infelizmente quando cai na real fiquei desapontado em ver o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Escrevi alguma coisa sobre o assunto no: http://evmartindf.blogspot.com
Utilizar-se de recursos da própria natureza na agricultura a agrotóxicos, julgar e condenar empresário milionário e político em tempo hábil, destituir do cargo de presidente da Câmara dos Comuns por crimes praticados por seus pares e com direito a devolução aos cofres públicos do dinheiro utilizando indevidamente. Bom seria se fosse possível, copiar essas atitudes. A natureza é sábia no que faz. O problema está nos homens que insistentemente a destroem em nome do progresso, sem se dar conta de quê estão sendo cobrado por ela. Israel utiliza em suas plantações corujas que são predadores naturais dos roedores no lugar de venenos. A justiça bem simbolizada por uma estátua com uma venda nos olhos, uma espada e uma balança: a venda significa que a justiça é cega, a espada a força da lei e a balança simboliza o equilíbrio entre as partes. No Egito um empresário, milionário e ainda político foi processado e julgado em apenas sete meses por ser o mandante do assassinato de sua namorada. Em todo o mundo o povo é representando por algumas pessoas ou mesmo por uma só que cria as leis ao seu bel prazer e que se intitulam os donos da verdade suprema. Na Inglaterra o presidente da Câmara dos Comuns foi forçado a renunciar, devido ao uso indevido de verbas públicas, por deputados que foram obrigados a devolver aos cofres públicos todo o dinheiro utilizado indevidamente. Em 314 anos, essa é a primeira vez que há uma renúncia de presidente da Câmara dos Comuns na Inglaterra. O primeiro foi em 1695, quando o então presidente da Câmara Sir John Trevar perdeu o cargo por ter recebido dinheiro para aprovação de uma lei. Se pudéssemos utilizar como exemplos tudo que funciona corretamente no exterior e aplicássemos aqui, viveríamos em um país perfeito, mas infelizmente o que ocorre é que apenas as coisas impuras são importadas e ajustadas perfeitamente e com muita rapidez em nosso país. Quem sabe chegará o dia em que o Brasil seja realmente um país de todos. Evaldo
Sempre que há crimes de grande repercussão nos noticiários cometidos por menores de idade, ressurgem o debate sobre a imputabilidade penal na qual os maiores de 16 anos devem responder criminalmente pelos delitos que cometerem. Hoje, a maioridade penal é de 18 anos, os menores praticantes de crimes ficam presos por no máximo três anos. Será que reduzindo a maioridade penal teremos uma redução da criminalidade praticada por jovens adolescentes.
O problema do menor infrator é um problema social que está aí e precisa ser enxergado com cuidado. Os Estados tem, cada um ,desenvolvido seus programas com os jovens na busca de mantê-los longe da criminalidade. Em Brasília, por exemplo, na cidade satélite de Ceilândia há um programa chamado esporte a meia noite, escola aberta entre outros. Não se tem dados estatísticos sobre os resultados efetivos desses programas como um todo no país, pois o que é noticiado em telejornais quando há revolta de menores nos centros de recuperação e a super lotação. E os menores em idade escolar que estão fora da escola, os abandonados nas ruas dos grandes centros sujeitos a toda a sorte. É um problema social e que precisa do envolvimento de toda a sociedade civil, como: Igrejas, escolas e associações de pessoas dispostas a abraçar está causa. Os pais dessas crianças não podem ficar de fora, pois precisam fazer parte do projeto por ser parte principal no processo de recuperação e principalmente para impedir que elas fiquem nas ruas.
O investimento em educação e lazer ajudariam muito a reduzir os envolvimentos dos jovens na criminalidade, pois no caso da educação os jovens aprendem a desenvolver seus sensos críticos, que vem através da leitura. O lazer através do esporte ajuda a desenvolver neles a capacidade de trabalhar em grupo, a solidariedade, a união. Há também, que se investir na qualificação profissional dos pais, para que tenham condições financeiras para suprir as necessidades básicas no lar.
Reduzir a imputabilidade penal sem programas efetivos proposto pelo estado para que haja mudanças no modelo de punição que está sendo utilizado atualmente não será a solução. Reunir em congressos especialistas no assunto, com vários seguimentos da sociedade para debaterem sobre o assunto, estudar os programas que vem dando certo é em alguns estadose discutir o que precisa ser feito. Seria uma forma dos Estados se ajudarem mutuamente e quem sabe possa se acabar de vez com essa polemica que é a redução da idade penal contra os desvios de conduta dos adolescentes infratores.
Em viagem de Cristalina a Brasília no meio do nada me deparo à beira da estrada com um homem aparentando uns trinta e cinco anos, 1,75 de altura aproximadamente, roto com traços assimétricos e finos, pele clara e cabelos queimados pelo sol, barba grande e desalinhada, roupas sujas e rasgadas, camiseta vermelha, calça jeans com buracos na altura dos joelhos, nos pés um tênis velho sem cadarços, rasgados e sujos.
O incrível disso tudo é que todas estas observações foram capitadas em frações de segundos, pois na velocidade em que se encontrava o carro que eu dirigia naquele momento era alta. Ao passar ao lado do andarilho, aquela imagem ficou gravada na minha memória com tanta nitidez que me assustou eu pensava comigo mesmo: o que será que fez com que esse homem se entregasse assim e se tornasse um homem sem rumo? Pensei na minha própria vida, nas lutas, derrotas e conquistas alcançadas na qual há poucos anos pensei em lagar tudo na vida e me tornar um homem sem destino, sem obrigações, nem responsabilidades. Pensei comigo quantas pessoas se encontram nestas mesmas condições em nosso país? Essas pessoas são vistas, mas não enxergadas por nos que estamos em uma situação socioeconômica melhores. O que quer que tenha ocorrido na vida daquele homem deve ter sido muito grave para que abandonasse tudo. Pensei comigo mesmo seria uma desilusão amorosa? A perda de uma pessoa querida, ou problemas com o álcool, drogas talvez, são tantas as indagações, mas na verdade o que me deixou comovido mesmo foi ver naquele homem eu mesmo, e por algumas horas eu sofri com isso, por uma vez na vida ter pensado em me entregar às dificuldades imposta pela vida.
A vida nos parece um grande teatro no qual cada pessoa representa o seu papel e que estamos todos nos representando um personagem. Por mais que tentemos nem sempre conseguimos mudar nosso texto e contexto diante da vida, e que a vida só para nas fotografias. Um momento único que se eterniza para sempre, ali não envelhecemos, e nunca morremos. A morte para alguns soa como um prêmio devido aos sofrimentos que passam, para outros um lamento principalmente quando ela chega para as pessoas muito jovens.
Devemos nos policiar para não deixarmos que sejamos escravos de nos mesmos de nossas ambições e medos, devemos lutar pelo que acreditamos e queremos, devemos enxergar as pessoas não apenas vê-las, para que possamos refletir sobre nos mesmos, sobre o quê somos e o quê estamos fazendo na vida ou, da vida.
Acordava pela manhã e ao escovar os dentes diante do espelho não se enxergava, penteava os cabelos, mas não se dava conta de seu rosto, por algumas vezes desejou possuir mascaras que o fizessem bem e que elas o tornasse uma pessoa aceitável diante de si e que elas transmitissem o estado de espírito bom e alegre para um dia que acabava de se iniciar e que dentro dele seria apenas mais um dia sem importância, sem graça e repetitivo. Sem nada de novo. Aquela velha tristeza de sempre.
Seria falta de coragem, desilusão da vida que levava diante dos desafios que a vida impõe a todos. Depressão ou desgosto por paixões não correspondidas ao longo da vida? Não! Nada disso, o problema do homem sem rosto era a infelicidade de ter uma vida que não era a sua, morar em uma casa que não se sentir bem, ter uma família que não sentia como sua, a falta de um amigo de verdade, uma pessoa que não o julga-se por seus atos e ações o tempo todo e que confiasse nele. Os problemas familiares o tornaram um homem sem rosto, com medo de si. As sugestões erradas que se acumularam em sua cabeça ao longo dos anos que o fizeram acreditar ser verdades absolutas e que com isso ele foi sentindo que o seu rosto ia se apagando diante do espelho em um processo diário continuo e silencioso que ele sem se dar conta do que estava acontecendo. Os livros de auto-ajuda, palestras de pessoas bem sucedidas e até visitas a psicólogos, tudo isso para descobrir que o seu rosto ainda existia e que ainda era o mesmo rosto que as pessoas o reconheciam, mas que por medo ou covardia não se via diante do espelho, olhava-se, mas não se enxergava não se encarava diante de sua própria imagem por puro medo do que encontraria diante de si. Sabia por leituras de livros e palestras que deveria dizer afirmações positivas, que se amava e que a vida é uma festa e a cada dia era um dia diferente e o sol nasce para todos independentemente de estar tristes ou não, e que a noite vai chegar com certeza e que o tempo não para porque estamos tristes ou felizes e que tudo passa seja bom ou ruim vai passar um dia é uma lei natural e imutável. Os grandes atletas são grandes porque acreditam em si mesmos tem autoconfiança e são sugestionados por seus treinadores, parentes e amigos, mesmo assim, as suas lutas são diárias de sacrifícios de horas de laser para treinamentos diários todos os dias incansavelmente. Assim é a vida, o homem sem rosto tem que aprender que a vida é a grande dádiva, que Deus nos deu e que é um grande desafio estar vivo e que com garra e coragem as pessoas determinadas e que não desistem diante das lutas vencem todos os obstáculos.
Tudo esta na maneira como vemos e vivemos a vida. Fazendo uma analogia de um motorista que dirigi olhando apenas pelo retrovisor, certamente não ira muito longe, pois fazendo assim apenas verá o que já passou e não enxergara o que tem à sua frente. Temos que nos aproximar das pessoas que fazem parte de nossas vidas ou que venham a fazer e que muitas vezes nos aceitam como somos e devemos aceitá-las também, pois todos nos temos nossos erros e que possamos aprender a nos enxergar como seres humanos passíveis de erros e que nascemos para brilhar como o sol e que nossos olhos sejam as janelas da alma.
É com grata satisfação e júbilo que me reporto a você para dizer-lhe que valeu a pena lutar e esperar por aquilo em que acreditamos. Vencer faz parte da vida de homens de valores que lutam com um objetivo e que acreditam em Deus.
Obrigado por saber que pessoas como você nos faz crescer como ser humano, como profissional. Enfim, nos alegramos com a sua vitória e mais uma vez lhe agradeço por ter passado pela minha vida e permitido que eu pudesse aprender com você.
Sou grato a Deus por você ter conseguido superar os obstáculos e mostrar que com dedicação e vontade podemos mudar as atitudes e trilhar o caminho da vitória.
Congratulo-me neste dia tão especial e gratificante.
Que Deus o abençoe e lhe der muitas alegrias em todas as áreas de sua vida.
Um forte abraço e PARABÉNS!!!!
Professor David Rodrigues
A mensagem acima foi um e-mail do meu professor de Contabilidade Geral do primeiro semestre do curso de Ciências Contábeis. Foram quatro anos de muita batalha e muito esforço pessoal eu devo essa vitória a muitas pessoas dentre elas a minha ex-esposa, que teve muita paciência comigo nos primeiros contados com essa matéria. Agradeço a todos os meus professores que foram amigos e incentivadores na minha caminhada acadêmica. Essa é apenas a primeira vitória dentre outras que vem pela frente.
A mensagem que desejo deixar aqui é que todos nos somos capazes de conseguir tudo o que desejamos e que devemos persistir e nunca desistir de nossos objetivos. Nunca diga que não pode, não diga que não consegue. Diga eu posso eu consigo.
Amigos (a) eu estou feliz eu consegui realizar um sonho que há muito almejava alcançar, eu lutei e lutei muito contra todos os obstáculos e dificuldades ao longo do caminho e venci a todos minha inspiração e força vem do que escreveu o saudoso Bertold Brecht.
Evaldo
Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida Estes são os imprescindíveis
Água-viva essa realmente provou que faz jus ao nome. Não é que a danada conseguiu criar mecanismos de driblar a morte.
Todos nos temos um prazo para estar aqui vivemos, quando muito, cento e poucos anos no máximo. É neste ponto que Deus iguala a todos sem distinções entre bons ou maus, ricos e pobres. Nossa única certeza na vida é que vamos deixá-la um dia, quer queiramos ou não. Todos nos vamos sempre nos questionar quando uma pessoa se for: - Poxa! foi tão nova, não merecia ter morrido tão cedo. Ficamos comovidos, muitas vezes, por puro egoísmo nosso que sempre queremos as pessoas do nosso lado, mesmo que ela se encontre muito doente e sofrendo em um leito de hospital. Vamos refletir um pouco vejam essas pessoas suas histórias de vida: Madre Teresa de Calcutá morreu em 1997, aos 87; Mohandas Karamchand Gandhi morreu em 1948, aos 79 anos; Simão Bolívarmorreu em 1830, aos 47 anos. Entre tantos outros que tiveram uma vida breve com relação à história, mas que deixaram suas marcas. Mas nem por isso tiveram a imortalidade física. Veja agora por outro ângulo: Saddam Hussein executado em 2006, aos 69 anos; Adolf Hitler; Josef Stalin morreu em 1953, aos 75 anos.
Ao comprar um carro, um eletrodoméstico ou um aparelho eletro-eletrônico vem junto a eles um manual de instruções para que sejam utilizados da melhor meira possível e aproveitado todos os seus recursos, mas são poucas as pessoas que lêem. Com nossas vidas não seria muito diferente, não iriamos ler nunca nossos manuais, pois achariamos que não precisariamos ler o tal manual chato e cheio de regras de condultas e de boas maneiras, entre outras coisas, que seria muito difícil de seguir para termos uma convivência harmonica entre nos. Bom, então como não somos a água-viva conhecida no meio ciêntífico pelo nome de Turitopsis dohrnii. Vamos viver uma dia de cada vez e tentar achar prazer no dia que estamos vivendo, seja ele bom ou ruim isso vai depender de nossa maneira que encaramos a vida, pois assim fazendo, quem sabe teremos uma vida um pouco melhor do que achamos que ela seja.
O importante é que todos nos somos imortais para os amigos, parentes e pessoas que de alguma forma lembram-se de nos.
O texto faz referência a uma reportagem sobre a Turritopsis dohrmii na revista SUPER Interessante Abril 2009 página 34.
Sexta-feira da paixão, por estar só bateu-me aquelas lembranças de quando eu era criança. Nossa! que garoto nervoso. Com uma simples conta você terá uma noção de meu nervosismo. Faça assim: pegue o número dois, eleve ao quadrado e multiplique por dois. Esse resultado era o Evaldo quando pequeno. Eu me lembro que naquela época passava um seriado chamado Jeannie é um Gênio. A Jeannie era uma bela de uma mulher, uma espécie de Gênio que fora encontrada pelo Major Nelson um astronauta em expedição lunar presa dentro de uma garrafa. Aquela história toda de gênio da lâmpada que todos conhecem. A partir de então, o Major Nelson passou a ser o seu amo. Gente o Major Nelson era um homem de um senso de honestidade e ética invejável. Eu não teria as mesmas atitudes diante de um gênio. O que hoje enxergo naquele seriado dos anos setenta é que já naquela época eles se preocupavam em formar pessoas com senso ético. Bom, mas o que me fez escrever não foi sobre o seriado, mas sim sobre o Evaldo. Em algumas cenas o Major Nelson aparecia com um lápis nas mãos, no lápis havia uma borracha na sua parte superior segura por um pedaço de alumínio. Nossa era tudo que eu sonhara na vida era possuir uma lápis igualzinho aquele.
Não me lembro como, mas um dia chegou até minhas mãos um Lápis igualzinho. Quando para o meu desespero, um dia enquanto a minha mãe me arrumava para ir à escola, passando aquele maldito pente em meus cabelos, quase sempre embaraçados, eu simplesmente odiava aquilo; calçando o meu velho “Conga” azul (esse aqui só os leitores mais antigos conhecem) risos. Eu com o lápis o tempo todo nas mãos, pois eu iria me exibir na escola, mas sabem o que aconteceu? O lápis caiu de minhas mãos e quebrou a ponta. Pronto um calafrio subiu como uma onda de calor das pontas dos dedos dos pés e foram até a minha cabeça. Meus olhos ficaram rasos de água, acabara ali meu sonho, o lápis não era mais o mesmo. Minha mãe nossa! Mamãe com tanta paciência pegou o lápis para fazer a ponta e eu comecei a chorar que não queria mais, pois não era mais o mesmo lápis.
Mamãe fez a ponta do lápis e me entregou e sabem o que eu fiz? Eu o Quebrei entre minhas mãos. Foi à decisão mais errada que eu poderia ter tomado naquele momento risos. Minha mãe, em um momento de muita fúria, diante de mim pousou suas mãos sobre minhas orelhas puxando com tanta força que quase me levantara do chão eu nas pontas dos pés para aliviar a dor que estava sentindo, ela resolveu soltá-las e eu aliviado pensando que meu martírio havia acabado ali. Quando ela pegou uma escova de sapatos e me deu dez palmadas em cada palma das mãos. Nossa! Gente doeram aquelas palmadas viu. Se fosse hoje em dia ela poderia ser processada por tortura e maus tratos a uma criança “doce e calma como eu risos”.
Bom, agora chegou à vez da velha e boa “Monareta” eu me lembro perfeitamente o dia em que meu pai chegou com aquela bicicleta novinha em folha. O único problema era que era apenas uma bicicleta para três. Imaginem o que aconteceu ao longo do tempo na utilização dessa bicicleta. Era uma bicicleta ridícula e feia, mas era uma sensação de liberdade. O seu conforto e praticidade eram únicos, além de ser comparada com a super moto HARLEY DA VIDSON devido ao guidão todo “estilos”.
A data da chegada daquela que seria o motivo de muitas discórdias e brigas atrozes entre três belos e unidos irmãos risos. Com diferenças de idades bem próximas um do outro. Eu levava a vantagem por ser o caçulinha na época antes da chata de minha irmã chegar e estragar tudo. Que raiva! Gente tem coisa melhor que ser o filho caçula? Olha se tem eu não conheço... Risos. Isso foi no ano de 1972 (Gente eu sou antigo). O primeiro a andar na bicicleta foi o meu pai diante da família inteira a observá-lo.Minha mãe me segurava pelas mãos e meus dois irmãos chatos do lado eu não gostava que ela tocasse neles de jeito nenhum, morria de ciúmes. E o medo de meu pai cair e arranhar a bicicleta novinha... Risos. (minha preocupação era que se ele caísse arranharia a bicicleta).
Bom, quando o meu pai entrega a bicicleta e fala: - Olha a bicicleta é do Luis (meu irmão mais velho), e ele pode deixar que vocês andem. O Evaldo ainda não sabe andar de bicicleta, então só quando aprender. Pronto estava eu ali diante de uma tristeza atroz. Claro que não poderia deixar de chorar copiosamente e perder a oportunidade de ser carinhosamente alentado por minha mãe. Poxa a dor foi grande, pois de uma hora para outra todo aqueles sonhos que passaram na minha mente a me ver andando naquela bicicleta com o vento sobre meus cabelos, sentindo a sensação do contato físico do atrito da bicicleta com o chão ao andar pelas ruas sem asfalto da cidade em que morávamos haviam sido desmanchado pelas palavras de meu pai.
Eu tive que me contentar de andar na garupa, mas não deixou de ser emocionante, até o dia em que tivemos nossa primeira queda, na qual fiquei com os joelhos e mãos completamente ralados pelo contado físico com cascalho da pista.
No dia dessa foto acima eu cheguei à escola duas horas antes de começar as aulas. Gente eu era assim mesmo, tinha que chegar todos os dias na escola com no mínimo uma hora de antecedência e não havia nada que mudasse isso. Eu deixava minha mãe maluca coitada. Se a comida não tivesse pronta no horário certo, eu ia sem comer, mas não esperava. Meu uniforme era lavado todos os dias o meu conga sempre tinha que estar limpo. Eu era um verdadeiro “CHATO”. Ainda bem que não tive filhos... Risos que se fosse igual a mim nossa! Seria muito difícil.
Foram anos maravilhosos que não voltam nunca mais. O que me resta é de vez em quando tirar algum tempinho para ficar aqui lembrando aqueles velhos e bons tempos.
Um grande abraço a todos os meus paciente leitores.
Boa tarde hoje eu estou feliz como sabem há três meses, eu estou separado de uma mulher linda, inteligente e maravilhosa e que amei muito e tive o prazer de me casar. Foi um casamento lindo em que a emoção reinou sobre mim e eu chorei igual criança de emoção ao ver aquela mulher linda, maravilhosa com um vestido branco e um buquê de rosas vermelhas nas mãos. Os detalhes do vestido refletindo com a luz dos fleches das máquinas dos fotógrafos pareciam estrelas a brilhar no céu em uma noite de verão. Há aquele sorriso angelical que nunca saiu da minha cabeça e com certeza me acompanhara pelo resto de minha vida. Usava uma maquiagem bonita que só realçou mais ainda sua beleza natural. Tanta beleza e ternura em uma pessoa só vindo em minha direção no altar, nossa! Eu não resisti a tanta emoção foi um verdadeiro conto de fadas, no qual eu fui por uma noite o príncipe encantado. Mas o destino nos reserva coisas nas quais não podemos interferir por mais que tentemos. Veio infelizmente a separação depois de apenas cinco anos de casamento.
Depois desse tempo todo de abstinência, morando só eu resolvi dar-me uma nova chance de ser feliz e investi em uma nova companheira. Bom! Uma companheira novinha... Cheia de vida pela frente e que me vai consumir alguma energia em casa, mas que em troca vai me proporcionar muito prazer e conforto. Bom essa nova companheira é pequena (baixinha tem 1,68 de altura), não é nenhuma dançarina do programa do Faustão, não tem aquele corpo maravilhoso cheio de curvas no qual só de olhar fico um tanto quando que bestificado diante de tanta formosura e beleza, também não dança absolutamente nada, neste ponto devo confessar que adorei, pois eu também não sei dançar. Ela é branquinha não que eu seja racista, mas adoro a cor branca.
Essa companheira vai me acompanhar por longos anos, será fiel não vai dizer que me ama ou coisa do gênero, por outro lado não vai me aborrecer com os problemas que por ventura vier a ter ela não vai reclamar dos meus horários, da minha total falta de organização com meus livros e apostilas das madrugadas acordados diante de meu computador. Ela não terá vontade própria, pois o seu senhor serei eu. Ela será totalmente submissa a minhas vontades. Por outro lado, ela é totalmente insensível aos meus problemas, não me perguntara como foi o meu dia quando eu chegar a casa à noite, nem vai querer saber se estou me alimentando ou não, mas teremos um bom relacionamento de agora em diante cada um cumprindo com o seu papel na qual eu farei a minha parte e ela a dela como tem quer ser para a felicidade de ambos.
. Bom o nome dela não é nenhum nome expressivo ou um nome que chame a atenção é um nome simples conhecido por todos é um nome que em todas as famílias é muito pronunciado diariamente e faz uma falta... Risos.
Querem saber o nome dela? Refrigerador Electrolux Duplex Cycle Defrost DC33A - 251L. Apresento a vocês a minha Geladeira.Risos.
"Se você tem qualquer mágoa da véspera, comece o dia à maneira do sol: esquecendo a sombra e brilhando de novo".
O tempo é o que há de mais precioso, porque é o único elemento que não pode ser reciclado. Esqueça o dia de ontem e viva o dia de hoje, o momento, o agora.
Exite uma curiosa história zen que ilustra significado de viver Aqui, Agora.
Um monge estava sendo perseguido por um tigre. Chegando à beira de um penhasco , olhou para trás e viu que o tigre quase o estava alcançando .
Notou então, à sua frente, que uma videira pendia sobre os rohedos.
Rapidamete, o monge arrastou-se passando por sobre a borda do penhasco, descendo pela planta. Ao olhar para baixo, viu outro tigre esperando por ele , no fundo do penhasco. Ali, pendurado entre dois trigres, um embaixo outro em cima, percebeu uma pequena árvore, uma amoreira que crescia um pouco mais abaixo, na qual havia uma bela amora bem madura, que estava ao alcance de sua mão.
Apanhou-a e deliciou-se com a amora mais saborosa de toda a sua vida.
Embora pudesse estar em perigo de vida, o monge pôde desfrutar o momento. ele reagiu ao perigo físico de forma inteligente, fazendo tudo o que estava ao seu alcance. Fugiu do tigre, desceu o penhasco, pendurado na videira, o tempo todo vivendo no presente, agindo, e não recusou o prêmio que a ocasião lhe oferecia.
Constatemente a vida nos envia perigos e recompensas. Você e permite saborear suas "amoras"? Será que não tem usado sua valiosa mente para se preocupar com os perigos?
Quantas amoras eu deixo de comer quando me vejo com problemas e preocupações. Quantos dias bonitos que passam e eu sou incapaz de apreciá-los e agradecer por estar aqui e o cantos dos passaros, há som mais belo que este que a natureza nos apresenta todas as manhãs? Observar as flores das árvores o verde da grama molhada pelo orvalho da noite. Realmente eu preciso repensar meus conceitos sobre a vida.
Gente ontem eu comprei uma bicicleta. Hoje eu já fui andar pensei que tinha ainda 17 anos, já viram no que deu risos. Nas primeiras pedaladas já senti o peso da idade e a falta de preparo físico que tristeza atroz. Bom, mais consegui andar muito. Valeu à pena voltei a fazer o que mais gosto na vida que é andar de bicicleta aos finais de semana e também tirar fotos. Quanto a andar de bicicleta faziam mais de 10 anos que eu não andava desde um terceiro acidente que sofri que simplesmente me fraturou duas costelas e me quebrou a clavícula isso na fase adulta, quando criança eu perdi as contas de quantos foram os tombos e pequenos acidentes, não era raro chegar a casa de minha mãe todo ralado e ainda apanhava para aprender... agora pergunto aprender o quê? Será que era andar de bicicleta sem me acidentar? Puxa minha mãe era fogo viu alem de todo ralado todo ardido ela me fazia tomar banho sem demonstrar a menor compaixão do filho... Risos.
Olha eu aconselho a todos que como eu mora em uma grandes cidades que tirem uma manhã de final de semana para fazer alguma coisa que lhes dee prazer. Eu estou aqui agora daquele jeito, cheio de dores para se levantar estou me arrastando com as pernas doendo..risos. Joelhos nem se fala, mas com uma sensação de bem estar incrível por ter me permitido fazer alguma coisa que realmente me agrada.
Vocês sabiam que eu estou aprendendo a fritar um bife acebolado... Risos o que achei engraçado foi hoje depois dessa aventura de andar de bicicleta fui ao supermercado aqui perto de casa e sem saber que carne comprar e muito menos como preparar, me veio uma brilhanete idéia de perguntar a uma funcionária do super mercado.... Risos.. Gente precisavam ver a cara de orgulho da mocinha olhando para mim com aquele ar de superioridade como quem que tem o poder do conhecimento nas mãos e que vai repassá-lo a uma pessoa que não sabe fritar um simples bife...risos... Bom, explicação apreendida bife comprado eu saio do supermercado todo orgulhoso com os saquinhos de compra nas mãos hum minha liberdade hoje eu vou preparar meu almoço olha que motivo de orgulho.
Bom chego a casa com cebola, tomate, alface, banana e laranja um verdadeiro dono de casa. Tudo em pequenas porções, pois a gentil funcionária do mercado me disse que para um homem solteiro não se deve comprar coisas demais para não estragar e eu como um bom e comportado aluno concordei. Bom o arroz sem problema fácil tem um arroz prático que é só colocar na água e esperar secar... Risos. Bom agora o bife! Primeiro erro grave eu coloquei muito óleo e deixei esquentar demais e joguei a cebola toda cortada dentro as mulheres saberão o que aconteceu... Risos.Depois foi a hora do da carne, gente não existe coisa mais chata de se fazer comida é uma sujeira enorme o fogão fica todo sujo respinga óleo quente nas mãos, comigo até no meu pé acreditem?
Sabe eu se me casar um dia novamente, nunca mais vou reclamar do tanto de tapuer que a minha esposa tiver em casa, pois agora que estou morando só sei o tanto que aquelas vasilhas de plásticos que nunca se acha a tampa certa e que quando se abre o armário da cozinha cai tudo faz falta. Bom depois da briga com o bife almocei, fiquei satisfeito e quanto termino olho para o fogão a pia e me dá uma vontade de chorar, meu Deus! Que bagunça minha casa estava toda arrumadinha, não havia nenhum louça suja quando sai o chão deixei limpo o banheiro lavado. Nossa não existe serviço mais ingrato do que o de lavar louça toda hora tem louça suja.
Homens casados valorizem o trabalho de suas respectivas esposas, pois só quando estamos sós que sabemos o tanto que elas trabalham alem de nos aturar todos os dias.
Sempre é preciso saber quando uma etapachega ao final..
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração..
.... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada éinsubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :
“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
(Fernando Pessoa)
Eu nunca pensei que sofreria tanto com mais um circulo que se fecha-se na minha vida. Mas a vida continua, existem outras pessoas que gostam de mim e que ficam triste com minha tristeza. Então resolvi que a página tem que ser virada. Eu quardarei as boas lembranças que vivi do lado dessa pessoa que atualmente me faz tão triste.
Estou sofrendo por uma separação sei que ela também sofre e ambos estão sofrendo, mas o orgulho de ambos falou mais alto. A falta de amor fez com que chegássemos a este triste fim. Estávamos casados há algum tempo, sei que há muitas situações de ruptura que não são possíveis de caracterizar. Seja como for, até para os casos em que um parte para um novo amor (convicto disso), a coisa não é simples, este não foi nosso caso. Eu agora vou vivenciar meu momento de "LUTO". Ao fim ao cabo quando nos morre alguém é isso que fazemos, ou que pelo menos devíamos fazer. A perda é sempre motivo de luto. Quando saltamos de uma relação para outra de imediato, estamos a satisfazer- nos a nós próprios e não a vermos o contexto todo, e aí vão repetir os erros do passado. Há que saber estar só quando nos separamos, porque as motivações de substituição duram o que duram e depois volta tudo ao mesmo. Eu vou analisar, com calma e sozinho, qual a minha fatia de "culpa" no processo anterior, porque quando terminou a relação, eu tenha a certeza que não estou isento de também ter agido mal. Portanto o efeito de uma separação, é sempre para nós motivo de paragem relacional, independentemente de termos saído " vitoriosos" ou não. Estou me referindo a minha pessoa em particular, mas não existe nada melhor qualquer que seja o contexto e a situação de OLHARMOS PARA DENTRO DE NÓS.
Hoje, eu estava estudando em uma biblioteca pública, quando resolvi sair para pegar um pouco de sol e ver a rua, pois fazia algumas horas que eu estava debruçado sobre livros e apostilas. Levantei-me da cadeira com o cuidado que devemos ter em uma ambiente de estudos e fui em direção a porta principal. Na direção em que eu caminhava, percebi que estava sendo observado por um rapaz, que com os olhos expressava que me reconhecia de algum lugar. Eu tive a mesma sensação que ele e pensei comigo: acho que conheço aquela pessoa. Naquele momento, não parei para cumprimentá-lo. Quando cheguei à frente da biblioteca, enxerguei vindo na mesma direção em que me encontrava um homem de aproximadamente um metro e oitenta de altura, pesando mais ou menos uns oitenta quilos e trajando bermuda branca comprida que ia pouco acima dos joelhos. Na cabeça tinha um boné branco, sem nenhuma propaganda e na sua lateral podia ser visto cabelos começando a ficarem grisalhos. Estava vestindo uma camisa amarela, da seleção brasileira, e nos pés uma sandália havaiana de dedo, na cor branca. Observei que ele carregava uma caixa de papelão, que do jeito que estava com dificuldade em caminhar com ela, parecia muito pesada. Eu pensei em ajudá-lo a carregar aquela caixa até o destino a que ele pretendia levá-la. Antes que eu me oferecesse para ajudá-lo, para a minha surpresa ouvi: Evaldo! ... Evaldo! Aquela voz meio abafada, sem emoção, nem firmeza, pareceu-me cheia de insegurança por chamar uma pessoa que não se tem absoluta certeza que seja realmente conhecida. Sua voz, ao chegar aos meus ouvidos, não me pareceu estranha.
Pronto! O meu cérebro processou com uma velocidade enorme de onde eu conhecia aquela voz e a identificou. Era um colega que com o qual trabalhei junto há muitos anos atrás no Banco do Brasil, no turno da madrugada, na sessão de digitação de cheques. O pior disso tudo é que eu, por mais que me esforçasse, não conseguia me lembrar do nome dele. Nossa! Que vergonha! Ele, depois de todos esses anos, me chamou pelo nome e eu nem imaginava qual seria o nome dele. O meu embaraço maior foi quando ele falou sobre as pessoas daquela época e eu não conseguia lembrar-me delas com toda aquela riqueza de detalhes. Por algum tempo sorrimos das lembranças das palhaçadas dos colegas, dentre elas, a mais engraçada hoje, não naquela época, eram as "Brochadas" (Quando digitávamos, quase sempre, lotes de 2.500 cheques cada um, e a soma dos cheques digitados não batia com a soma da fita do caixa). Relembramo-nos de alguns fatos interessantes, como por exemplo, quando conseguimos juntar dinheiro para comprar um vídeo-cassete, acessório de luxo, na época.
Nossa! Meus pensamentos me fizeram retornar a um tempo de muita dificuldade e muito trabalho, mas também de muitos sorrisos devido ao vigor da juventude. Depois de longos e angustiantes quinze minutos, eu sai pela tangente dizendo: amigo, eu preciso ir, pois estou estudando e tenho que aproveitar o tempo disponível, ao máximo. O inusitado encontro acabava ali, nos despedimos sem troca de número de telefones, nem e-mails, ele foi de encontro a seu carro e eu voltei para a biblioteca.
Quando me encaminhava para a mesa na qual estava sentado, passando pelo mesmo caminho que de onde sai, uma voz disse assim: E rapaz! Beleza!? Olhei para trás e disse: E aí rapaz tudo bem? Era uma pessoa conhecida. Pronto! Estava eu ali, novamente, de frente a uma pessoa que conheci e com a qual trabalhei. Repetia-se ali a mesma situação, mas neste caso, ele pelo menos não trabalhava no mesmo setor que eu e éramos apenas conhecidos um do outro. Conversamos com muita formalidade, do tipo: E aí rapaz, o que tem feito da vida? Casou-se com aquela garota que namorava naquele tempo? Como era mesmo o nome dela? Estes anos todos, que passaram o que fez de bom? Fizemos um breve resumo de nossas vidas e pronto, cada um voltou para seu lugar, sem demonstrar o menor interesse de alongar aquele diálogo, além daquela breve conversa.
Como são engraçadas essas coisas. Conhecemos as pessoas, às vezes trabalhamos com elas, mas nunca firmamos uma amizade sólida e duradora fora do ambiente de trabalho. Quando mudamos de local de trabalho ou mesmo de empresa, a amizade na sua grande maioria acaba restando-nos apenas àquelas lembranças dos velhos tempos em que trabalhávamos juntos.
Eu costumo dizer que as pessoas são efêmeras, pois há pessoas que passam por nossas vidas e não ficam. Resta delas, apenas as lembranças, que por vez ou outra, em uma dessas coincidências da vida, as encontramos em algum lugar.